Como o Google exibirá seu anúncio

O Google anunciou que está mudando seu sistema de anúncios publicitários, dando mais “transparência e escolha” ao usuário. Agora, qualquer pessoa pode saber como e por que está recebendo uma propaganda específica.

Uma aba, localizada ao lado dos anúncios oferecidos no Gmail e no buscador da empresa, chamada “Por que esse anúncio?” aparecerá para os usuários nas próximas semanas. Ela dará a oportunidade de saber por que aquele anúncio específico foi exibido e como ele foi personalizado e direcionado para você.

Com isso, a empresa espera oferecer melhores anúncios ao usuário – quer dizer, anúncios melhor direcionados, baseados em sua geolocalização, língua de seu país e até de pesquisas recentes.

A opção Ads Preferences Manager (Gerenciador de Preferência de Anúncios, em português) também será habilitada em breve. Com ela, você poderá escolher quais anúncios quer receber, podendo voltar atrás e desfazer a escolha a hora que quiser.

Com isso, ao que tudo indica, o usuário terá mais controle sobre o que vê. Nas palavras da empresa, “é importante ter escolha sobre os tipos de anúncios que são mostrados para você. Se você desejar não ver anúncios personalizados, a escolha é sua”.

Com aplicativos nacionais, tablet Playbook BlackBerry chega ao Brasil por R$ 1.299

A RIM, fabricante dos smartphones BlackBerry, apresentou nesta quarta-feira (19) o tablet Playbook para o mercado brasileiro. Com preço minimo sugerido de R$ 1.299 para o modelo de 16GB, o dispositivo traz aplicativos exclusivos criados pelo mercado nacional. O aparelho já está disponível para pré-venda em lojas de varejo.

Um dos destaques do tablet é a integração com os smartphones BlackBerry. Parte do conteúdo desenvolvido no smartphone pode ser sincronizado automaticamente no tablet por meio de uma conexão criptografada via Bluetooth. O sistema operacional é proprietário da RIM, mas o tablet também é capaz de executar aplicativos Android utilizando um emulador.

A RIM aposta em aplicativos produzidos no Brasil para ganhar representatividade no mercado. O aplicativo Placar UOL, por exemplo, foi desenvolvido exclusivamente para o tablet e traz as principais noticias sobre futebol, bem como resultados e classificações dos princiais campeonatos do mundo. Outro destaque são os aplicativos do banco Bradesco, da revista Exame, Facebook, jornal “O Estado de São Paulo” e revista “Caras”.

Todos os aplicativos disponíveis na loja de aplicativos da BlackBerry no mundo estarão disponíveis para os usuários brasileiros — não ocorre distinção como há na App Store da Apple, entre contas de fora do país e locais. No entanto, aplicativos feitos apenas para smartphones não funcionarão no tablet da RIM.

O tablet também está disponível em mais duas capacidades de armazenamento: com 32 GB, vendido a R$ 1.599, e com 64 GB, por  R$ 1.949. Segundo a RIM, o preço é promocional de lançamento, já com o desconto de R$ 350.

Características

O tablet Playbook possui tela touch screen de 7 polegadas, pesa cerca de 425 gramas e tem 10 mm de espessura.

Com processador dual core de 1 Gigahertz, o tablet aposta em suporte nativo a tecnologia Flash — indisponível no rival iPad da Apple — além de saída HDMI em Full HD, câmera traseira de 5 megapixels e outra frontral de 3 megapixels para videoconfêrencia.

O aparelho também possui GPS integrado, acelerômetro e sensor de movimento. Apesar de existirem modelos com 3G nos mercados europeu e americano, no Brasil o PlayBook será vendido apenas na versão com Wi-Fi.

A autonomia da bateria é de cerca de 8 horas para navegar pela web em Wi-Fi, assistir vídeos ou escutar música.

É tudo culpa da publicidade?

M_Rampi_Save_The_Robots

por Márcio Rampi_marciorampi.com

Talvez perdido entre o vagalhão das horas que correm depressa demais, ou estático diante do consumo irresponsável que está minguando o planeta, você também já deve de ter se perguntado de quem, afinal, é a culpa de tudo isso, dessa avassaladora senda de acumular coisas que não tem valor em detrimento das que de fato tem. Nessas horas de reflexão, a velocidade do mundo dá um tempo, e entra em cena a velocidade do pensamento: vamos de um lado para o outro, imaginamos mil possibilidades, anotamos milhares de fatos. Um destes fatos é esta clara certeza de que existe mesmo algo errado no horizonte, algo velado nas entrelinhas do processo, expresso nesta fúria consumista dos homens sobre a terra, sugando tudo o que podem até que não exista mais nada.

Alguns, nesta hora crítica de achar um aríete, resolvem botar a culpa na publicidade. É muito comum ouvir as pessoas afirmando que a culpa desse ímpeto consumista é toda da publicidade, que gera os desejos nas pessoas e faz com que consumam de forma alucinada, sem critério, e valorizem o que não deveria ter, de fato, tanto valor assim. Este valor atribuído erroneamente ás coisas, dizem, é criação da publicidade, e assim uma magnífica ferramenta de informação acaba “pagando o pato” por um processo que, na realidade, tem causas muito mais profundas do que somente criação de significados mentirosos para venda pura e simples, ou o despertar de desejos que não são os nossos verdadeiros desejos por intermédio de uma máquina de criar vontades. Quem culpa a publicidade pelo furor do consumismo deveria pensar um pouco mais sobre o que, na verdade, é publicidade.

A publicidade não é este monstro criador de mentiras para vender coisas sem o menor sentido. Uma ótima definição sobre o que é publicidade vem da Escola de Chicago, e define publicidade não como persuasão, mas como informação. Se conseguimos ver o mercado como um processo de inter-relação das ações de vários indivíduos, chegaremos ao lugar que dirá que a publicidade é, de fato, a produção de consciência do consumidor, uma ferramenta que reduz a ignorância do consumidor para com o produto oferecido. Ou seja: a publicidade vista desta forma não está mostrando ao consumidor algo que ele não deveria consumir como algo que ele deveria consumir, mas sim está colocada como um mediador da relação – o que de fato a publicidade é. Falando de psicologia, o universo dos desejos vai mostrar que o mercado está permeado de vontades para todos os lados, e o desejo pelas coisas na verdade não vem da publicidade, ela não cria o consumo, mas sim cria mecanismos para mediar uma relação que já está colocada.

No entanto, nesta terra de definições rasteiras, lá vai o mundo no corre-corre desenfreado de todos os dias, com seus poucos momentos de lucidez, atrás de culpados. Todo mundo consome tudo ao mesmo tempo agora e tudo está acabando mais rápido do que se previa? Culpa da publicidade, que me fez ter esta vontade de comprar coisas que eu não preciso, acumular bugigangas, trocar o modelo antigo pelo novo. Enfim: a fúria dos desejos acha um álibi para justificar seus movimentos sem explicação,e o mundo gira, a roda gira, amanhã é um novo dia e consumimos o que tiver pra consumir. E se não tiver mais nada para cosnumir? A publicidade inventa algo!

Brincadeiras á parte, é mais do que hora de passarmos a não encontrar desculpas. No fundo, não é questão de encontarr culpados, é uma questão de fazer as leituras corretas, assumir as parcelas da culpa e modificar o pensamento em favor de um mundo melhor, onde pode haver consumo, sim, mas não o consumismo desenfreado e sem sentido que temos hoje, motivados por status ou vontades mesquinhas como o ter por ter. A culpa não é da publicidade, se corremos mais pelo produtivo do que pelo afetivo, com a cabeça plugada em coisas que não conseguimos controlar. É hora de criarmos mentalidade crítica, pensarmos antes de agir, analisarmos o processo com clareza para atingirmos objetivos mútuos. Isto posto, ficará ainda mais fácil ver a publicidade não como este monstrro criador de desejos, mas sim como a ferramenta mediadora que elucida uma relação de consumo que deveria estar embasada em criticidade e consciência que de fato ela é.

E você, o que acha? É mesmo tudo culpa da publicidade? Deixe sua opinião.