Hospedagem

Hospedagem de Sites (Alojamento em Português europeu) é um serviço que possibilita a pessoas ou empresas com sistemas online a guardar informações, imagens, vídeo, ou qualquer conteúdo acessível por Web.
Provedores de hospedagem de sites tipicamente são empresas que fornecem um espaço em seus servidores e conexão à internet a estes dados aos seus clientes.

Pré-requisitos:
Para acessar um site geralmente é necessário um domínio, alguns provedores disponibilizam um subdomínio gratuitamente, mas o ideal é registrar um domínio, o que pode ser feito no http://registro.br para domínios com final .br ou em empresas específicas que registram domínios internacionais. Alguns provedores oferecem também o serviço de registro de domínios.

Limites:
Os provedores de hospedagem delimitam três recursos principais para cada conta de hospedagem disponibilizada.
Um detalhe importante é que o limite de transferência e armazenamento é medido em Megabyte MB ou em Gigabyte GB, sendo que em alguns provedores a quantia em GB é igual a 1000 MB e não a 1024, deve-se, portanto, verificar o contrato para saber qual a taxa correta.

Transferência mensal:
A transferência mensal é medida em MB ou em GB. A transferência mede tanto a quantidade de dados transferido do servidor para os visitantes do site quanto dos visitantes para o servidor de hospedagem. Muitos provedores de hospedagem também contam na taxa de transferência o tráfego de email (SMTP, POP3), FTP, entre outros protocolos. Deve-se observar o contrato para verificar o que é contado em cada caso.
Essa taxa é reiniciada no primeiro segundo de cada mês e geralmente os painéis de controle permitem obter um extrato de quanto está sendo utilizado para o mês corrente.

Armazenamento em disco:
O armazenamento em disco é a quantidade de dados medida em MB que se pode armazenar no disco rígido do servidor. Alguns provedores contam todos os dados armazenados na área de FTP apenas, outros também contam o limite de banco de dados, emails e até logs de acesso. A resposta geralmente está no contrato do serviço.

Quantidade de domínios:
O padrão de mercado é um domínio por conta de hospedagem, no entanto, alguns provedores disponibilizam mais de um domínio por conta. A disponibilização de mais de um domínio não significa que poderá ter dois ou mais sites em uma só conta, mas que dois ou mais domínios poderão responder para um mesmo site, um mesmo conteúdo.

Publicação:
Quem contrata a hospedagem de sites deve enviar seu site ao servidor. O envio do site se dá tipicamente através de FTP ou por uma interface web através da qual pode-se efetuar o upload de arquivos tal qual inserir anexos num webmail.

Linguagem de programação:
Apesar de o padrão de um site na web ser a linguagem HTML, existem outras linguagens que podem pré-processar o HTML e modificá-lo de forma dinâmica.
As linguagens de programação mais comuns para web são PHP, ASP, plataforma ASP.NET, Perl, JSP, Ruby/Ruby on Rails, Python. Através destas linguagens o conteúdo do site pode ser armazenado em um banco de dados.

Bancos de dados:
Os banco de dados mais comuns para web são mySQL, Access, PostgreSQL, SQL Server e Firebird.
Os bancos de dados devem ser acessados através de uma linguagem de programação.

Serviço de email:
O serviço de email é composto por um protocolo de recebimento e envio de emails entre servidores de email, o protocolo SMTP e um protocolo de download de emails para os usuários, tal qual o POP3 e IMAP. A maioria dos provedores de hospedagem oferecem também uma página para leitura de emails através do navegador, ou seja, um Webmail.
As caixas postais utilizam o formato email@seudominio.com.br, sendo que cada provedor de hospedagem oferece planos com uma quantia de caixas postais, alguns com um número ilimitado de emails.
Alguns provedores delimitam um espaço em disco para cada caixa postal, outros não limitam esse espaço, mas esse espaço conta na quantia global que se pode utilizar de espaço em disco.

Comparando Hospedagem no Brasil e no Exterior:
Provedores de hospedagem brasileiros de menor porte possuem servidores locados em datacenters no exterior. Estes conseguem oferecer um preço menor que os provedores brasileiros que possuem servidores em datacenters brasileiros;
Por outro lado, as empresas de hospedagem no exterior podem apresentar vantagens na questão de redundância abaixo apontada, mas, o consumidor deve ficar atendo, pois os maiores provedores nacionais também se preocupam com redundância.
Grandes empresas mantêm diversos níveis de redundância, tanto de conectividade, como de processamento, como de energização;
por redundância de conectividade, entenda-se que essas empresas mantêm contratos com grandes provedores de circuitos de dados, o que garante que na falha (ou mesmo congestionamento) de um, os outros suprem a banda necessária – no Brasil, há um oligopólio de fornecedores de circuitos, o que dificulta redundância.
Redundância de processamento significa que as empresas têm muitos servidores e muitas peças de reposição prontas para utilização, no evento (que certamente ocorrerá) de uma falha de hardware que requeira substituição – no Brasil, servidores e peças custam mais caro, o que faz com que alguns provedores não mantenham estoques de reposição.
Por redundância de energia, entenda-se que grandes datacenters mantêm diversos geradores de energia, que entram em ação automaticamente em caso de falha ou oscilação no fornecimento de energia – no Brasil, o relativo menor retorno do ramo de hospedagem faz que as empresas invistam menos nos custosos geradores de energia sobressalentes.
Além disso, grandes empresas (comuns no exterior, raras no Brasil) podem se dar ao luxo de manter redundância de pessoal.
Em diversas grandes empresas, é possível encontrar técnicos de diversos níveis (do simples operacional ao mais técnico) 24 horas por dia, 7 dias por semana. No Brasil, essa disponibilidade é mais rara, por causa do alto custo trabalhista desse pessoal (principalmente o mais capacitado), o que faz com que os problemas levem mais tempo para serem resolvidos.

Desvantagem de provedores no Exterior:
maior latência de conexão: no ping na maioria dos casos é superior a 200ms, o que pode até ser pouco perceptível. No entanto, em aplicações que realizam comandos em série como o FTP a velocidade de transferência pode se tornar muito perceptível.
atendimento em idioma estrangeiro: se o cliente contratar serviço de provedor localizado no exterior e não de apenas de uma empresa nacional que possui servidores no exterior, o atendimento será provavelmente em inglês.

Desvantagem de provedores nacionais:
Custo alto: A mão de obra especializada na área de Administração de Sistemas é muito mais econômica nos Estados Unidos por terem muitos profissionais formados e por trabalharem com quantidade. O equipamento, o espaço em disco em GB e o valor da banda por GB são também bem mais econômicos nos Estados Unidos onde, mais uma vez eles trabalham com quantidade, menos impostos e têm melhores preços.

Identificando um provedor no Exterior:
O método aqui descrito irá verificar se o site do provedor de hospedagem está hospedado no Brasil. Se estiver, isso não significa necessariamente que seu site também estará, pois o provedor pode manter seu site aqui no Brasil e seus clientes no exterior.
Pegue o domínio de seu provedor. Efetue um ping no domínio de seu provedor.
No Windows basta acessar o Prompt de comando e digitar:
ping exemplo.com.br
Aparecerá o IP do domínio entre parênteses.
Acesse https://registro.br/cgi-bin/whois e digite o IP
Aparecendo a mensagem “Não alocado para o Brasil” é porque o site está hospedado no exterior, se aparecer os dados do provedor então é porque o site está hospedado no Brasil.

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