Sua empresa anda falando javanês?

No conto “O homem que sabia Javanês”, de 1911, Lima Barreto conta a história do senhor Castelo, um malandro que fingia falar Javanês para conseguir um emprego.

É lógico que como ninguém sabia falar Javanês, ele acabou ficando famoso.

@@@-teaser-pacotes

Se Javanês era o idioma desconhecido de 1911, o internetês é o Javanês de hoje. porém, TODO MUNDO FALA INTERNETÊS hoje, você não? Na era da Renascença Digital, esse novo idioma é imprescindível se sua empresa quer e precisa interagir!

NÃO SABER UTILIZAR AS REDES SOCIAIS, num futuro, que já chegou, será como não saber abrir um livro ou acender um fogão.

Café com design – ON ou OFF

Na chamada “era” da informação, você consegue dizer que está OFF, cujo significado em inglês é desligado ou fora? 

Imagem de Amostra do You Tube

Há algum tempo poderíamos dizer que éramos OFF. Existia uma separação. Hoje no entanto, não há mais barreiras entre o ON e o OFF, há uma integração, principalmente com a chegada da tecnologia móvel e o cenário das redes sociais. As mudanças são diárias e rápidas e nos tornamos ON e OFF ao mesmo tempo.

Perceba, junto com a gente, que temos muito mais possibilidades, nosso conhecimento se expandiu, abrangemos outras cabeças e pensamentos sem sair de onde estamos para acessar quaisquer informações e também onde quer que estejamos.

No mundo da comunicação, publicidade e marketing, a integração entre ON e OFF já é uma realidade muito mais percebida. As redes sociais comprovam isso diariamente, empresas e perfis pessoais desfilam pelos dois “mundos” e vivem a realidade da integração. Há quem diga que caminhamos para o fim do mundo offline e você, o que acha?

Smartphones tornando o mundo mais mobile

Quase 80% dos ADOLESCENTES com internet usam redes sociais

Em um mundo cada vez MAIS MOBILE, Smartphone é o aparelho mais usado por eles para acessar as redes sociais.

Entre as crianças e os adolescentes brasileiros que acessam a internet, 79% mantêm perfis em redes sociais, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A pesquisa TIC Kids Online Brasil, feita entre setembro de 2013 e janeiro deste ano, ouviu 2.261 usuários com idades entre 9 e 17 anos, em todo o território nacional. Os pais ou responsáveis desses jovens também foram ouvidos. Na pesquisa anterior, feita em 2012, esse índice era de 70%.

PRECISAMOS, realmente, enxergar esse público consumidor, cada vez mais como um potencial, tanto em vendas quanto em fidelização de marca, é o NOVO CONSUMIDOR mudando as regras.

mobile-selfie

O levantamento revelou uma tendência de crescimento no uso do telefone celular como principal forma de acesso às redes sociais – o aparelho é usado por mais da metade desse público (53%). Em relação a 2012, houve crescimento de 32 pontos percentuais. O acesso à internet por meio dos tablets cresceu de 2%, em 2012, para 16%, em 2013.

É a BOA DICA, marque presença forte nas redes sociais, tenha uma identidade forte e fidelize esse novo consumidor, sua marca só tem a ganhar, tanto em exposição e valor agregado, quanto em vendas.

Saiba como conquistar esse público e aparecer na rede:
http://odesign.com.br/pacotes.html

Presidente do Google Brasil diz que internauta está mudando

O usuário de internet está mudando. Este foi o mote do Think with Google, evento da empresa americana realizado no Brasil que aborda em sua sexta edição temas da internet relacionados à educação, varejo, imóveis e finanças. Na rodada de palestras sobre varejo desta quarta-feira, o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho apontou mudanças dos internautas ligadas ao consumo de conteúdo, como o vídeo.

“A gente tem um usuário cada vez mais transformado pela tecnologia. E temos um país mudando”, disse Coelho, para uma palestra repleta de profissionais da área de varejo e profissionais de agências de marketing. “Quando a gente fala de mídia, falamos de vídeo. Nunca se viu tanto vídeo como se vê hoje”, completou.

think-with-google

O discurso foi reforçado pela head de marketing e consumer insights do Google, Maria Helena Marinho. Entre as mudanças abordadas por Helena, a multitela (tablet, smartphone e TV de forma simultânea) já é utilizada por 40 milhões de brasileiros, sendo que 30% deles usam mais de um dispositivo móvel para concluir a compra.

Um dos motivos do crescimento para a executiva é que a internet não é mais elitizada. “A internet não é mais uma coisa de elite. Da população conectada, hoje a maioria é da classe”, disse Helena, ao mostrar um crescimento que mostra 54% dos internautas brasileiros são da Classe C. “O brasileiros está hiper conectado, ele tem hiper mobilidade e consome hiper informação. Ele está hiper entretido”.

A diretora de negócios da companhia americana, Claudia Sciama realçou que as mudanças estão cada vez mais curtas, pois o “ciclo de atualizações e inovações” está cada vez menor. Ela cita como exemplo o crescimento de buscas durante a Copa do  Mundo.

think-google

“A Copa do Mundo foi realmente muito boa, uma revolução digital. A internet teve três vezes mais acesso no período. Teve site de compras com pico de acesso maior que a Black Friday”, explica Claudia. “Sim, está havendo uma mudança do internauta, mas não é uma ‘canibalização’”.

PUSH-think-with-google3-724x560

Empresas e consumo
Durante o evento, o Google ainda trouxe representantes de empresas para dar seus exemplos de como o cenário está mudando. Helissom Lemos, country manager do Mercado Livre, disse que as mudanças são positivas, em especial com as novas formas de dispositivo móveis. “Hoje, cerca de 30% dos nossos usuários de nossa plataforma vem de dispositivos móveis”, afirmou Lemos.

Para Ilca Sierra, gerente de marketing do Magazine Luiza, o uso do Youtube auxiliou na expansão de sua marca durante a “Liquidação Fantástica”, promoção da empresa que acontece no começo de todo ano. A companhia de varejo brasileiro conseguiu atrair internautas para uma transmissão em tempo real via Youtube, mesmo com o seu site fechado durante as vendas, que dão até 70% de desconto.

“Através da transmissão ao vivo, nós conseguimos mostrar para os outros cinco mil municípios do Brasil como é a promoção em lugares que não têm loja”, explicou Ilca. Ao todo, a empresa teve 5,1 milhões de reproduções no período de 14 horas de transmissão.

Em outra palestra, a diretora global de vendas do Google Shopping, Shawn Salmon, afirmou que embora 80% dos usuários do Brasil tenha smartphone hoje, ainda há o problema da qualidade do acesso.

Por fim, o professor da Wharton University especializado em consumo, David Bell, ainda afirmou que o consumidor da internet vive em uma “jornada” e que eles querem produtos tanto off-line (fora da rede, no mundo físico), como online.

Cegueira de banner

Cansados de ver propagandas que não interessam e só irritam, os internautas passam a ignorar indiscriminadamente a área onde estão os banners. Não sou eu quem estou dizendo, são várias pesquisas científicas. Uns dizem que a causa é a acomodação por estímulo repetitivo (é como se acostumar com o barulho da obra ao lado), outros atribuem às más experiências prévias (banners inúteis e mentirosos) e outros à expectativa do usuário ao entrar no website (se entro numa página atrás de links, não vou ver banners). Eu acredito na soma dos fatores.

Pergunte aos seus amigos que não sabem que você faz banners para viver se eles costumam ver os banners na Internet. “Ah sim, claro”, responderão. Pergunte o que eles viram anunciado. “Enlarge your penis” e outras sacanagens, talvez. Se clicaram qualquer que fosse, fazem parte de menos de 1% dos seus amigos. Note que essa é uma taxa de cliques comemorada pelas agências de publicidade online, hoje em dia. Antigamente, era 2% e mais antigamente ainda, era 7%.
Apesar da taxa de clique não ser a métrica de sucesso mais adequada para os banners, 1% de recall é ridículo para uma mídia que oferece tanto controle ao anunciante.
Apesar do banner ser uma propaganda menos intrusiva do que as praticadas em outras mídias, o usuário não perdoa. O meio impele uma posição mais crítica, por causa da interatividade e pretensa ilusão de controle. Cada banner vai limando a paciência do usuário, pouco a pouco.

Banners incomodam quando:
• não tem relação com o conteúdo da página (ClicRBS é campeão nisso);
• anunciam coisas que não interessam;
• se colocam no meio do caminho da leitura ou navegação (outra vez cito o ClicRBS, apesar do conteúdo e notícias serem interessantíssimas e confiáveis);
• são feios;
• são coloridos demais;
• piscam irritantemente;
• enganam o usuário se fazendo passar por uma janela de sistema operacional.

Algumas pessoas tem maior reserva de paciência, outras nem tanto. Mais dia, menos dia, passam a ignorar banners e tudo o que se parecer com eles. Economiza tempo, economiza atenção, economiza saúde. Apesar de rotineira, a tarefa de separar o joio do trigo no mar de informações é cansativa.

Convenhamos, o banner é fácil de ignorar. Está sempre no mesmo lugar, pisca, tem cores fortes. Pode até ficar gritando enquanto se lê um texto, mas ninguém dá o braço a torcer fácil assim.
No caminho do trabalho para o almoço, sempre passo por uma esquina onde spammers-de-rua tentam me vender cursos de informática. “Bom dia, moço. Posso falar com você um minutinho?”, com aquela voz bem fina. No começo, respondia com educação: “Desculpe, estou com pressa”. Depois era “Estou com pressa”. Agora eu digo “Não”. Banner não é pessoa, posso ignorar sem nenhum remorso.

Solução para os anunciantes? Google Adwords é um exemplo bem sucedido.
O segredo é falar o que o usuário quer ouvir, com o máximo de precisão possível. Isso é aproveitar o que a Internet tem de diferencial com outras mídias. Isso é verdadeira interatividade.

Artigo publicado em meu blog pessoal em novembro de 2008.
Mais um da série “do fundo do baú”

Oberte Feijó