Com aplicativos nacionais, tablet Playbook BlackBerry chega ao Brasil por R$ 1.299

A RIM, fabricante dos smartphones BlackBerry, apresentou nesta quarta-feira (19) o tablet Playbook para o mercado brasileiro. Com preço minimo sugerido de R$ 1.299 para o modelo de 16GB, o dispositivo traz aplicativos exclusivos criados pelo mercado nacional. O aparelho já está disponível para pré-venda em lojas de varejo.

Um dos destaques do tablet é a integração com os smartphones BlackBerry. Parte do conteúdo desenvolvido no smartphone pode ser sincronizado automaticamente no tablet por meio de uma conexão criptografada via Bluetooth. O sistema operacional é proprietário da RIM, mas o tablet também é capaz de executar aplicativos Android utilizando um emulador.

A RIM aposta em aplicativos produzidos no Brasil para ganhar representatividade no mercado. O aplicativo Placar UOL, por exemplo, foi desenvolvido exclusivamente para o tablet e traz as principais noticias sobre futebol, bem como resultados e classificações dos princiais campeonatos do mundo. Outro destaque são os aplicativos do banco Bradesco, da revista Exame, Facebook, jornal “O Estado de São Paulo” e revista “Caras”.

Todos os aplicativos disponíveis na loja de aplicativos da BlackBerry no mundo estarão disponíveis para os usuários brasileiros — não ocorre distinção como há na App Store da Apple, entre contas de fora do país e locais. No entanto, aplicativos feitos apenas para smartphones não funcionarão no tablet da RIM.

O tablet também está disponível em mais duas capacidades de armazenamento: com 32 GB, vendido a R$ 1.599, e com 64 GB, por  R$ 1.949. Segundo a RIM, o preço é promocional de lançamento, já com o desconto de R$ 350.

Características

O tablet Playbook possui tela touch screen de 7 polegadas, pesa cerca de 425 gramas e tem 10 mm de espessura.

Com processador dual core de 1 Gigahertz, o tablet aposta em suporte nativo a tecnologia Flash — indisponível no rival iPad da Apple — além de saída HDMI em Full HD, câmera traseira de 5 megapixels e outra frontral de 3 megapixels para videoconfêrencia.

O aparelho também possui GPS integrado, acelerômetro e sensor de movimento. Apesar de existirem modelos com 3G nos mercados europeu e americano, no Brasil o PlayBook será vendido apenas na versão com Wi-Fi.

A autonomia da bateria é de cerca de 8 horas para navegar pela web em Wi-Fi, assistir vídeos ou escutar música.

Que farsa somos nós?

Caminhe, o mundo é grande e não há padrão em tudo

Há manhãs em que acordamos e encontramos um muro à frente que parece intransponível. Esses dias são aqueles em que achamos que somos comuns demais e que provavelmente não conseguiremos entregar um trabalho, que não somos suficientemente criativos para elaborar um belo e atraente projeto visual para um site talvez, ou uma canção de trabalho para o próximo álbum que todos esperam sedentos de curiosidade e expectativa de que seja a melhor música de todas feitas até então, ou aquele texto que todos leem matinalmente e aguardam esta manhã uma novidade.
Enfim, estamos sempre tentando superar nós mesmos, e muitas vezes, não é incomum a insegurança bater à nossa porta. Para mim, costuma até ser frequente. E, se há incertezas é porque este caminho à frente é único, não fora trilhado ainda por outros, criamos soluções (Soluções Para Um Mundo Diverso, slogan criado em conjunto com o Márcio Rampi, mas não é bem disso que estou falando…).

Nossa área de atuação, o design ou processo criativo, é baseada em um pensamento quase sempre divergente que é resultante da ação focada no hemisfério cerebral direito: imaginando, ousando, buscando novas alternativas, saindo do velho paradigma; e, jamais baseada em regras, e sim em conexões surpreendentes de criatividade.
Não há, e jamais existirá, a fotografia ou a ilustração que sejam totalmente certas, elas podem ter uma técnica correta, no entanto, qualquer peça de comunicação demanda muito mais que isso. A ideia que possa existir o completamente certo para formas de expressão soa muito ridículo, além de ser coisa de Nerd.
A técnica não costuma ser difícil. A gramática é fundamental para a compreensão de uma língua, mas seu conhecimento não é o suficiente para transformar professores de Português em poetas. Da mesma forma, os aplicativos de design são muito importantes, mas não fundamentais. A técnica e a criação são processos completamente diferentes. A primeira garante certezas, a segunda é responsável pelas variações. Em outras palavras, a incerteza é parte fundamental do raciocínio criativo. É ela que promove o desequilíbrio e o questionamento fundamentais para se fazer coisas novas. Um bom designer deve, portanto, conhecer a fundo as ferramentas que usa, mas também deve, antes mesmo de chegar perto delas, pensar bastante no que pretende conseguir com elas.

Quaisquer respostas sem boas perguntas, são fracas.  Nesse processo, saber dosar a insegurança é fundamental. Sem ela, não se evolui, e se ela for excessiva, também não.

Hospedagem

Hospedagem de Sites (Alojamento em Português europeu) é um serviço que possibilita a pessoas ou empresas com sistemas online a guardar informações, imagens, vídeo, ou qualquer conteúdo acessível por Web.
Provedores de hospedagem de sites tipicamente são empresas que fornecem um espaço em seus servidores e conexão à internet a estes dados aos seus clientes.

Pré-requisitos:
Para acessar um site geralmente é necessário um domínio, alguns provedores disponibilizam um subdomínio gratuitamente, mas o ideal é registrar um domínio, o que pode ser feito no http://registro.br para domínios com final .br ou em empresas específicas que registram domínios internacionais. Alguns provedores oferecem também o serviço de registro de domínios.

Limites:
Os provedores de hospedagem delimitam três recursos principais para cada conta de hospedagem disponibilizada.
Um detalhe importante é que o limite de transferência e armazenamento é medido em Megabyte MB ou em Gigabyte GB, sendo que em alguns provedores a quantia em GB é igual a 1000 MB e não a 1024, deve-se, portanto, verificar o contrato para saber qual a taxa correta.

Transferência mensal:
A transferência mensal é medida em MB ou em GB. A transferência mede tanto a quantidade de dados transferido do servidor para os visitantes do site quanto dos visitantes para o servidor de hospedagem. Muitos provedores de hospedagem também contam na taxa de transferência o tráfego de email (SMTP, POP3), FTP, entre outros protocolos. Deve-se observar o contrato para verificar o que é contado em cada caso.
Essa taxa é reiniciada no primeiro segundo de cada mês e geralmente os painéis de controle permitem obter um extrato de quanto está sendo utilizado para o mês corrente.

Armazenamento em disco:
O armazenamento em disco é a quantidade de dados medida em MB que se pode armazenar no disco rígido do servidor. Alguns provedores contam todos os dados armazenados na área de FTP apenas, outros também contam o limite de banco de dados, emails e até logs de acesso. A resposta geralmente está no contrato do serviço.

Quantidade de domínios:
O padrão de mercado é um domínio por conta de hospedagem, no entanto, alguns provedores disponibilizam mais de um domínio por conta. A disponibilização de mais de um domínio não significa que poderá ter dois ou mais sites em uma só conta, mas que dois ou mais domínios poderão responder para um mesmo site, um mesmo conteúdo.

Publicação:
Quem contrata a hospedagem de sites deve enviar seu site ao servidor. O envio do site se dá tipicamente através de FTP ou por uma interface web através da qual pode-se efetuar o upload de arquivos tal qual inserir anexos num webmail.

Linguagem de programação:
Apesar de o padrão de um site na web ser a linguagem HTML, existem outras linguagens que podem pré-processar o HTML e modificá-lo de forma dinâmica.
As linguagens de programação mais comuns para web são PHP, ASP, plataforma ASP.NET, Perl, JSP, Ruby/Ruby on Rails, Python. Através destas linguagens o conteúdo do site pode ser armazenado em um banco de dados.

Bancos de dados:
Os banco de dados mais comuns para web são mySQL, Access, PostgreSQL, SQL Server e Firebird.
Os bancos de dados devem ser acessados através de uma linguagem de programação.

Serviço de email:
O serviço de email é composto por um protocolo de recebimento e envio de emails entre servidores de email, o protocolo SMTP e um protocolo de download de emails para os usuários, tal qual o POP3 e IMAP. A maioria dos provedores de hospedagem oferecem também uma página para leitura de emails através do navegador, ou seja, um Webmail.
As caixas postais utilizam o formato email@seudominio.com.br, sendo que cada provedor de hospedagem oferece planos com uma quantia de caixas postais, alguns com um número ilimitado de emails.
Alguns provedores delimitam um espaço em disco para cada caixa postal, outros não limitam esse espaço, mas esse espaço conta na quantia global que se pode utilizar de espaço em disco.

Comparando Hospedagem no Brasil e no Exterior:
Provedores de hospedagem brasileiros de menor porte possuem servidores locados em datacenters no exterior. Estes conseguem oferecer um preço menor que os provedores brasileiros que possuem servidores em datacenters brasileiros;
Por outro lado, as empresas de hospedagem no exterior podem apresentar vantagens na questão de redundância abaixo apontada, mas, o consumidor deve ficar atendo, pois os maiores provedores nacionais também se preocupam com redundância.
Grandes empresas mantêm diversos níveis de redundância, tanto de conectividade, como de processamento, como de energização;
por redundância de conectividade, entenda-se que essas empresas mantêm contratos com grandes provedores de circuitos de dados, o que garante que na falha (ou mesmo congestionamento) de um, os outros suprem a banda necessária – no Brasil, há um oligopólio de fornecedores de circuitos, o que dificulta redundância.
Redundância de processamento significa que as empresas têm muitos servidores e muitas peças de reposição prontas para utilização, no evento (que certamente ocorrerá) de uma falha de hardware que requeira substituição – no Brasil, servidores e peças custam mais caro, o que faz com que alguns provedores não mantenham estoques de reposição.
Por redundância de energia, entenda-se que grandes datacenters mantêm diversos geradores de energia, que entram em ação automaticamente em caso de falha ou oscilação no fornecimento de energia – no Brasil, o relativo menor retorno do ramo de hospedagem faz que as empresas invistam menos nos custosos geradores de energia sobressalentes.
Além disso, grandes empresas (comuns no exterior, raras no Brasil) podem se dar ao luxo de manter redundância de pessoal.
Em diversas grandes empresas, é possível encontrar técnicos de diversos níveis (do simples operacional ao mais técnico) 24 horas por dia, 7 dias por semana. No Brasil, essa disponibilidade é mais rara, por causa do alto custo trabalhista desse pessoal (principalmente o mais capacitado), o que faz com que os problemas levem mais tempo para serem resolvidos.

Desvantagem de provedores no Exterior:
maior latência de conexão: no ping na maioria dos casos é superior a 200ms, o que pode até ser pouco perceptível. No entanto, em aplicações que realizam comandos em série como o FTP a velocidade de transferência pode se tornar muito perceptível.
atendimento em idioma estrangeiro: se o cliente contratar serviço de provedor localizado no exterior e não de apenas de uma empresa nacional que possui servidores no exterior, o atendimento será provavelmente em inglês.

Desvantagem de provedores nacionais:
Custo alto: A mão de obra especializada na área de Administração de Sistemas é muito mais econômica nos Estados Unidos por terem muitos profissionais formados e por trabalharem com quantidade. O equipamento, o espaço em disco em GB e o valor da banda por GB são também bem mais econômicos nos Estados Unidos onde, mais uma vez eles trabalham com quantidade, menos impostos e têm melhores preços.

Identificando um provedor no Exterior:
O método aqui descrito irá verificar se o site do provedor de hospedagem está hospedado no Brasil. Se estiver, isso não significa necessariamente que seu site também estará, pois o provedor pode manter seu site aqui no Brasil e seus clientes no exterior.
Pegue o domínio de seu provedor. Efetue um ping no domínio de seu provedor.
No Windows basta acessar o Prompt de comando e digitar:
ping exemplo.com.br
Aparecerá o IP do domínio entre parênteses.
Acesse https://registro.br/cgi-bin/whois e digite o IP
Aparecendo a mensagem “Não alocado para o Brasil” é porque o site está hospedado no exterior, se aparecer os dados do provedor então é porque o site está hospedado no Brasil.

Apoio: Locaweb
Odesign | Soluções Para Um Mundo Diverso

Qual é o seu problema?

À medida que a profissão de design de mídias digitais se torna mais conhecida, aumenta o grau de conhecimento dos clientes com relação a seus processos e demandas. Não há como negar que é muito saudável ter um cliente que saiba a diferença entre GPS e GPRS – ou que, em um nível ainda mais básico, saiba que Pantone não é uma marca de condicionador de cabelo. Mas essa popularização da profissão também traz seus problemas.

Desde o surgimento da Editoração Eletrônica que a mídia enfatiza a facilidade de uso e a versatilidade das ferramentas de publicação, deixando de lado todo o conhecimento técnico de composição visual que sempre caracterizou a profissão. Hoje, que Photoshop é uma palavra tão usada e conhecida em português quanto Google, o público geral parece ter se esquecido que a máquina não trabalha sozinha e que o talento do design não está em sua habilidade manual, mas na mental.

Para piorar, design é considerado por muitos uma forma de refinamento. Isso não significa que as pessoas tenham ficado mais atentas às formas e cores das coisas, nem que estejam melhor informadas quanto às tendências na área, muito pelo contrário. Entre aqueles que não são profissionais da área, design é compreendido como uma forma de decoração, um modismo que segue tendências e influências. Ou seja: não se valoriza a comunicação mais eficiente, mas a mais parecida com as marcas de destaque na área, como a Apple, a Nike ou a uma enxurrada de empresas de “web 2.0”, a ponto de fazer com que layouts que ostentem logotipos com bolhas, reflexos, faixas diagonais e letrinhas arredondadas tenham se tornado praticamente um padrão.

O mais terrível é ver como essas “tendências” desinformadas e desconectadas com as necessidades de uma marca desaparecem quase tão rápido quanto surgiram. Há algum tempo, o mundo digital era o reino das projeções ortogonais, pixel fonts e pixel art. Antes disso, era a época do Eye4u, com logotipos bi e tridimensionais a flutuar pela tela. Antes ainda tínhamos uma praga de sombrinhas em tudo que era ícone.

Essa uniformidade visual mais prejudica do que ajuda. Se levarmos em consideração que as pessoas cada vez mais se preocupam com a forma com que “vestem” sua presença on-line, em breve os designers terão que lidar com clientes que, apesar de conscientes da importância da profissão, buscarão usá-la para se tornar cada vez mais parecidos com os outros. Em outras palavras, buscarão uma espécie de “elegância discreta”, que se traduz naquela roupa hedionda de executivos com ternos azul-claros e sapatos caramelos.

Não me entenda mal, não tenho nada contra a moda. Em especial aquela moda criativa, que se vê nas passarelas e passa longe, muito longe dos escritórios. O problema está em quem segue seus efeitos, sem pensar nos motivos que os geraram. A função do design, em todas as suas áreas de atuação, é a de transmitir uma mensagem da forma mais clara, sintética e eficiente possível. Se puder agregar personalidade, melhor. Mas não se pode esquecer que a forma sempre deve seguir a função, como já diziam os tios da Bauhaus.

O design universalmente aceito como belo, esteja nas curvas de um pára-lamas ou de um par de seios de silicone, pode ser extremamente perigoso para uma marca ou negócio. A mensagem não-verbal é instantânea, e pode muitas vezes ser mal-interpretada, simplesmente por seguir uma firula gráfica inadequada. Se levarmos em conta que o consumidor dos produtos que você desenha para seu cliente tende a ser tão analfabeto visual quanto ele, o resultado final pode ser um mal-estar generalizado, que não pode ser expresso em palavras, e que significa uma coisa só: que tanto o erro quanto a culpa são do designer.

Por isso, da próxima vez em que seu cliente quiser “rejuvenescer a marca”, “mudar o look-and-feel do site”, “arejar a diagramação” ou qualquer bobagem do gênero, lembre-se que isso não é competência dele, mas sua. Por mais que ele queira ajudar, faça-o perceber que o técnico é você e que a instrução mal-compreendida pode levar a resultados catastróficos. Ele não deve sugerir cores, formas ou tipografias, mas objetivos de negócios e resultados esperados. Cabe a você traduzir esses termos do dicionário de business para o de design. Essa é, em última instância, a função do designer.

Uma estratégia para que você chegue a esse estado de mútuo respeito e compreensão pode estar na simples pergunta que faz o título desse post: qual é, afinal, o problema de seu cliente? Mudar o logo, a cor, a diagramação ou a forma são problemas seus, não dele. Um cliente sério tem em mente os entraves de negócio que o design pode solucionar: aumentar visitação, diminuir suporte telefônico, aumentar conversão de vendas, associar a marca a determinada faixa etária… Todos estes, problemas bastante cerebrais, lógicos e numéricos.

Cabe ao designer traduzi-los para aquela atividade intangível e fascinante do design.